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Lula tem mais votos que em 2006 e que Haddad em 2018

todayoutubro 3, 2022 1

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Na eleição geral anterior, o ex-presidente estava preso e acabou substituído pelo ex-governador de SP


Ricardo Stuckert – 24.set.2022

Em 2022, Lula (à esq.) concorre à Presidência e Haddad (à dir.), ao governo de SP; ambos disputam o 2º turno


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03.out.2022 (segunda-feira) – 7h18


O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, teve 57.257.036 milhões de votos e vai disputar o 2º turno com Jair Bolsonaro (PL). Com 99,99% das urnas apuradas até às 5h08 desta 2ª feira (3.out.2022), Lula teve 48,43% dos votos válidos, 19,15 pontos percentuais a mais do que o candidato do partido em 2018, Fernando Haddad, que passou ao 2º turno com pouco mais de 29%. 

Com relação a 2006, última eleição disputada por Lula antes da atual, o petista ganhou mais de 10 milhões de voto. Na época, terminou o 1º turno com 48,61% dos votos válidos. Esse percentual, apesar de maior que o atual, corresponde a menos votos: 46.662.365.

Na eleição de 2018, Lula foi impedido de concorrer nas eleições presidenciais porque havia sido condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Estava preso em Curitiba (PR). Leia abaixo a diferença de votos de Lula e Haddad nas duas últimas eleições, por Estado:

LULA DE 2018 A 2022: PRISÃO

Nas eleições de 2018, o PT insistiu na candidatura de Lula até o último momento. O petista havia sido preso em abril de 2018, depois de ser condenado em 2ª Instância a 12 anos e 1 mês de prisão no caso que envolvia o triplex do Guarujá (SP).

As batalhas judiciais de Lula começaram antes, quando o ex-juiz Sergio Moro estava a frente do julgamento de processos da operação Lava Jato.

Leia a linha do tempo da prisão de Lula:

  • 2017: petista é condenado a 9 anos e 6 meses de prisão por Sergio Moro. O então juiz era responsável pelos processos da Lava Jato no Paraná. O ex-presidente recorreu. 
  • Janeiro de 2018: tem recurso contra a condenação rejeitado por 3 juízes federais da 8ª Turma do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre (RS). Os magistrados também aumentam a pena de Lula para 12 anos e 1 mês de prisão
  • 5 de abril de 2018: STF (Supremo Tribunal Federal) rejeita por 6 votos a 5 o pedido de habeas corpus preventivo contrário a prisão do petista. Nesse mesmo dia, o TRF-4 envia a Moro o ofício que autorizava o início da execução da pena. O juiz então ordena a prisão do ex-presidente.
  • 7 de abril de 2018: Lula chega a Curitiba (PR) para cumprir sua pena. Mantém a pré-candidatura e depois é lançado candidato pelo PT.
  • 1º de setembro de 2018: TSE rejeita, por 6 votos a 1, a candidatura de Lula.
  • 11 de setembro de 2018: faltando menos de 1 mês para o 1º turno, o PT anuncia o nome do vice de Lula na chapa, Fernando Haddad, como candidato à Presidência. Manuela D’Ávila (PCdoB) é escolhida como vice de Haddad.
  • 7 de outubro de 2018: brasileiros vão às urnas para o 1º turno. Bolsonaro e Haddad vão ao 2º turno.
  • 29 de outubro de 2018: Bolsonaro é eleito com 55,1% dos votos válidos, contra 44,8% do candidato do PT.

LULA DE 2018 A 2022: SAÍDA DA CADEIA

Por 6 votos a 5, o plenário do STF decidiu em 7 de novembro de 2019 pela ilegalidade da execução de penas antes que todos os recursos sejam examinados pela Justiça. 

O resultado final do julgamento, que se estendeu por 5 sessões, modificou o entendimento que autorizava prisões depois de condenação por órgão colegiado em 2ª Instância e vigorava desde outubro de 2016.

Com a decisão do STF, Lula deixou a prisão em 8 de novembro de 2019, depois de 580 dias preso.

Em 8 de março de 2021, Fachin anulou as sentenças contra Lula e remeteu para a Justiça Federal do Distrito Federal as ações penais relacionadas ao tríplex do Guarujá, ao sítio de Atibaia, à sede e às doações ao Instituto Lula. 

Em 15 de abril, o plenário do STF referendou a decisão de Fachin por 8 votos a 3 e anulou todas as condenações de Lula na Lava Jato. 

LULA DE 2018 A 2022: APROXIMAÇÃO COM ALCKMIN

O petista ficou livre para disputar as eleições de 2022. Em dezembro de 2021, Lula aproximou-se de Geraldo Alckmin e o escolheu para ser seu vice na chapa presidencial das eleições de 2022, lançada em maio desde ano. 

Alckmin foi um dos fundadores do PSDB, ficou na sigla por mais de 30 anos e concorreu contra Lula em 2006 na disputa pelo Palácio do Planalto. O ex-tucano filiou-se ao PSB para concorrer como vice-presidente ao lado do petista.

A aliança entre Lula e Alckmin foi parte do movimento que o ex-presidente fez para aglutinar o centro e se mostrar mais palatável a setores conservadores da sociedade. Lula costumava dizer ao longo da pré-campanha que não queria ser candidato só do PT, mas de um movimento democrático para derrotar Bolsonaro.

A campanha foi marcada pela polarização entre Lula e Bolsonaro e fortes críticas de um contra o outro. Nos últimos dias antes do 1º turno, ambos intensificaram as acusações, especialmente nas propagandas de rádio e televisão.

Havia grande expectativa do PT de vencer a disputa presidencial no 1º turno. Com a confirmação do 2º turno, a tendência é que o tom suba ainda mais até 30 de outubro, data do novo pleito.

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