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MUDANÇA DE ARES

todayoutubro 4, 2022 1

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Prefeito de Ribeirão, Duarte Nogueira participa de coletiva – Foto: Divulgação

DUARTE NOGUEIRA NÃO perdeu tempo. Mal terminou o primeiro turno e ele já se anuncia o mais novo bolsonarista do país. Nenhuma novidade. O prefeito sempre militou a Direita e demonstra dificuldades intransponíveis para dialogar com o lado oposto, principalmente em se tratando de lulopetismo. Não iria mudar agora, repetiu o que fez há quatro anos, quando ainda o PSDB tinha folego e mantinha alguns poucos sinais vitais. Imagine hoje, com o partido tucano esfacelado e tentando leiloar o próprio espólio em praça pública. A tomada de posição de forma tão imediata é para não deixar dúvidas e nem permitir que supostos caciques tucanos negociem apoios eleitoreiros em nome dele. O prefeito conhece seu eleitorado.

SABE BEM QUE TERÁ DE encontrar novos caminhos e trilhar atalhos que ainda mal conhece. O PSDB que ainda o abriga tem a triste obrigação de se reinventar. Depois de quase três décadas de comando, perdeu a cereja do bolo, entregando a disputa de São Paulo para dois adversários ferrenhos. O prefeito inverteu a lógica. Não escolheu o que lhe parece melhor; mas optou por aquele onde certamente espera ter mais trânsito. De qualquer forma, a análise principal não é esta, nunca foi. O sarrafo da transparência está bem mais acima do que se imagina. Duarte Nogueira quer cozinhar o doce sem gastar açúcar. A decisão, portanto, não é e nunca foi meramente política. Trata-se de planos eleitoreiros.

A VEXATÓRIA DERROCADA de Rodrigo Garcia – um bem-nascido pecuarista que tentou se passar por um falso caipira – fez muito mal aos planos imediatistas do prefeito tupiniquim. Duarte Nogueira já se imaginava instalado no Palácio dos Bandeirantes, atrás de uma suntuosa mesa estilo Luiz XV, dando ordens à “prefeitada” paulista e alicerçando seu caminho ao próprio Governo. É dele mesmo a confissão de que iria colocar o pé na estrada e disputar um cargo no Executivo. A suposta eleição do amigo Rodrigo Garcia seria o início do plano. O restante se construiria com o tempo. Nogueira, no entanto, não contava com pedras saltitantes no meio do caminho.

PARA QUEM TINHA CERTEZA de uma vitória tucana no segundo turno, deve ter sido um baque muito forte assistir ao desempenho pífio do amigo em toda campanha. Rodrigo foi um rascunho mal formatado de candidato, sem personalidade e luz própria. Apagou-se sozinho, com o pequeno auxílio de políticos e politiqueiros abobalhados. Gente que, como Nogueira, apostava que não era preciso fazer muita coisa para marcar presença no turno seguinte das eleições. O sonho caipira de Nogueira terá de ser novamente sonhado. O caminho mais fácil derreteu-se feito um sorvete ao sol. Daí a repetir Pilatos foi um passo. Há quatro anos, Nogueira também ofereceu as costas e o mesmo “lava mãos” ao também ex-fiel amigo Geraldo Alckmin.

Written by: admin

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