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Oficina ImunizaSUS Goiás reúne mais de 600 profissionais de saúde para dialogar sobre cobertura vacinal

todayoutubro 1, 2022

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Pesquisa realizada pela UFMG em 202 municípios goianos levantou dados sobre a situação vacinal no Estado e apontou quais são as principais dificuldades para se alcançar as metas vacinais, em queda drástica desde 2016

O retorno dos casos de poliomielite no Brasil é uma preocupação real dos órgãos de vigilância em saúde. Erradicada no Brasil desde a década de 80, a doença retorna à discussão mais trinta anos após sua extinção, creditada graças à vacinação. O mapeamento de risco de reintrodução da poliomielite em Goiás, realizado pela Gerência de Vigilância Epidemiológica de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás* aponta que 77% dos municípios goianos possuem risco classificado como muito alto para a reintrodução da doença.

Com o objetivo de reunir gestores municipais de saúde, coordenadores de atenção básica, coordenadores de vigilância em saúde e técnicos da sala de vacina de todos os municípios goianos para debater sobre as dificuldades de estimular o crescimento da cobertura vacinal no estado, o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado de Goiás, Cosems GO, realizou nesta quinta-feira, 29 de setembro, a Oficina ImunizaSUS.

Ao todo, mais de 600 profissionais de saúde de 184 municípios encontraram-se na Cidade de Goiás para um dia de trabalho sobre as práticas vacinais, as dificuldades de mobilização da população e a importância da gestão integrada das equipes de saúde na melhoria desses índices.

Na ocasião, os profissionais de saúde tiveram acesso ao resultado da Pesquisa ImunizaSUS Goiás, que levantou um panorama sobre a situação da cobertura vacinal em nosso estado e trouxe informações preocupantes sobre doenças que podem retornar em função da baixa adesão da população às vacinas, bem como o impacto da desinformação e das notícias falsas sobre o tema.

Pesquisa ImunizaSUS em Goiás

Realizada em Goiás no período de março a dezembro de 2021, a pesquisa nacional sobre cobertura vacinal, seus múltiplos determinantes e as ações de imunização nos territórios municipais brasileiros foi desenvolvida pelo Núcleo de Educação em Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (NESCON/FM/UFMG), sob demanda do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS).

Os assessores técnicos do Conasems, Kandice de Melo e Flávio Álvares, ao lado da pesquisadora da UFMG, professora Alice Werneck apresentaram e debateram os dados da pesquisa junto aos profissionais presentes na Oficina.  A pesquisa teve como objetivo analisar a situação atual da cobertura vacinal e identificar os principais desafios à efetividade da política e das ações de imunização nos territórios municipais em nível nacional, investigando a queda da cobertura vacinal e seus determinantes, com ênfase na hesitação vacinal e na desinformação em saúde. Ao todo, 11 tipos distintos de vacinas que compõem o calendário básico de imunização de crianças até os 15 meses de vida foram consideradas no levantamento.

A pesquisa da UFMG analisaram que Goiás também apresenta queda dos índices de cobertura vacinal em todas as cinco macrorregiões de saúde para todos os imunobiológicos analisados. Problemas de atraso/recusa foram frequentemente apontados nos resultados (77% a 88%). A pesquisa mostrou ainda que gargalos em recursos humanos repercutem nas baixas coberturas, bem como a pouca integração e comunicação entre Vigilância e a Atenção Básica são apontados como potenciais causadores da baixa adesão as vacinas no estado.

Para o secretário municipal de saúde da Cidade de Goiás, Marcos Elias da Neiva, a “integração de toda a equipe de saúde, principalmente atenção primária e vigilância em saúde” garantem à cidade de Goiás, o índice de 106% de cobertura vacinal, uma das mais altas do estado.  A presidente do Cosems Goiás e gestora municipal de saúde de Chapadão do Céu acredita que como órgão de representação da gestão municipal em saúde, o Conselho alcançou com a atividade ampliar o debate e a reflexão dos profissionais de saúde para desenvolver estratégias inteligentes que ampliem as coberturas vacinais.

Texto e fotos: Cosems/GO

Written by: admin

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