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Ruptura prematura de membranas em gestações a termo deve ser feita após 24 ou 48 horas?

todayagosto 23, 2022 5

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Uma de suas principais complicações da ruptura prematura de membranas (RPM) são as infecções obstétricas, como a corioamnionite e a endometrite.

Com a ocorrência da RPM na gestação a termo e visando diminuir o risco de infecção, a maioria dos protocolos indicam resolução da gestação (indução do trabalho de parto).

No caso de mulheres com uma cesárea prévia, a indução do trabalho de parto aumenta o risco de rotura uterina e da própria falha, levando essa gestação para uma nova cesariana.

Diante de casos específicos, adotar a conduta expectante pode diminuir os riscos de falha de indução e rotura uterina, proporcionando às mulheres com RPM e cesariana anterior a um trabalho de parto espontâneo, com um desfecho via vaginal.

O estudo

O artigo usado para esse texto objetivou analisar o manejo ou conduta expectante de 24 horas ou 48 horas para mulheres com RPM primigestas ou com uma cesariana prévia.

O trabalho foi um estudo de coorte retrospectivo, desenvolvido em um centro hospitalar terciário de Israel, com dados de 2006 a 2017. Esse centro hospitalar é dividido em dois centros de atenção, os quais apresentam as mesmas condutas diante de RPM, exceto pelo tempo oferecido de conduta expectante para gestantes a termo (24 ou 48 horas).

Métodos

O desfecho primário que avaliou o sucesso de obter um trabalho de parto espontâneo diante da diferença de horas aguardadas foi a taxa de ocitocina usada. Enquanto os desfechos secundários estavam relacionados aos desfechos desfavoráveis maternos e fetais, incluindo infecção.

Leia também: Associação entre a espessura do segmento uterino entre 18 e 22 semanas e o risco de parto pré-termo

Foram analisados dados de 158 mulheres divididas nos dois centros de atenção. As variáveis demográficas dessas mulheres eram semelhantes entre os dois centros. A taxa de ocitocina foi maior com a conduta de 24 horas expectante (46,6% Vs. 26,0%, P=0,01), enquanto o tempo de latência entre RPM e o parto foi maior na conduta de 48 horas (média de 35,59 horas versus 26,82 horas, P=0,03).

As taxas de rotura uterina, coriomanionite, hemorragia puerperal e escores de Apgar foram similares entre os grupos. A taxa de sucesso de parto via vaginal após cesárea prévia também foi semelhante entre os grupos (84,0% Vs. 84,5%, P=0,96). Os parâmetros associados com a falha desses casos foram: rotura uterina, recorrente hospitalização materna, baixos índices de Apgar, desordens hipertensivas e corioamnionite.

Mensagem prática

Esse estudo conclui e sinaliza que o manejo expectante da ruptura prematura de membranas (RPM) em gestações a termo pode ser uma estratégia para diminuir a indução do trabalho de parto e, quando comparada a uma espera de 24 horas, a espera de 48 horas diminui as taxas de indução sem aumentar os desfechos desfavoráveis.


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Autor

Doutor em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) ⦁ Professor no Curso de Medicina da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB-USP) ⦁ Professor no Curso de Medicina do Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto.

# Daoud-Sabag L, Rottenstreich A, Levitt L, Porat S. 24 vs. 48 hours of expectant management in the setting of premature rupture of membranes at term among women with a prior cesarean delivery. Int J Gynecol Obstet. Accepted Author Manuscript. 2022. DOI: 10.1002/ijgo.14398

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